Palmas relembra atletas e piloto mortos em acidente aéreo de 2021: ‘Jamais serão esquecidos’
24/01/2026
(Foto: Reprodução) Vítimas do acidente aéreo que levava parte da delegação do Palmas Futebol e Regatas, do topo esquerdo, em sentido horário: o atacante Marcus Molinari, o lateral-esquerdo Lucas Praxedes, o empresário Lucas Meira, o piloto Wagner Machado, o goleiro Ranule e o zagueiro Guilherme Noé
XV de Jaú/Divulgação; Caldense/Divulgação; Reprodução
O clube Palmas Futebol e Regatas homenageou as vítimas do acidente aéreo que deixou seis mortos, incluindo quatro atletas, piloto e o presidente da delegação. A tragédia que aconteceu logo após a decolagem completou cinco anos neste sábado (24).
Morreram no acidente:
Wagner Machado, de 59 anos, piloto da aeronave;
Lucas Meira, de 32 anos, presidente do clube;
Ranule, de 27 anos, goleiro;
Lucas Praxedes, de 23 anos, lateral-esquerdo;
Guilherme Noé, de 28 anos, zagueiro;
Marcus Molinari, de 23 anos, atacante.
A queda do avião aconteceu logo após a decolagem no dia 24 de janeiro da pista da Associação Tocantinense de Aviação, no distrito de Luzimangues, em Porto Nacional. A delegação seguia para Goiânia, onde a equipe enfrentaria o Vila Nova pela Copa Verde.
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Nas redes sociais, o clube frizou que as vítimas "jamais serão esquecidas" e se solidarizou com amigos, familiares e torcedores.
"Neste 24 de janeiro, o Palmas Futebol e Regatas relembra com respeito e saudade seus atletas e o piloto da aeronave, vítimas do trágico acidente aéreo de 2021. Aos familiares, amigos e torcedores, nosso abraço e nossa homenagem. Seguiremos honrando cada história, cada sonho e cada vida que marcou para sempre o nosso clube. Jamais serão esquecidos", declarou o clube.
A Federação Tocantinense de Futebol (FTF) prestará uma homenagem aos jogadores, ao presidente do Palmas Futebol e Regatas e ao piloto da aeronave neste sábado (24). Antes do início da segunda rodada do Campeonato Tocantinense, foi respeitado um minuto de silêncio em todos os jogos.
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Os relatos das testemunhas indicam que o choque com o solo foi segundos após a tentativa de levantar voo e que logo em seguida houve duas explosões.
De acordo com o relatório final do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa), o excesso de peso pode ter provocado a queda da aeronave. Foi concluído que o avião pode ter decolado com cerca de 300 kg a mais que o indicado pelo fabricante.
o avião não teria conseguido pegar altitude por causa do excesso de peso e caiu a 150 metros da cabeceira da pista. Os tanques de combustíveis localizados nas asas teriam colidido de forma simultânea no solo, o que provocou as chamas que consumiram toda a estrutura.
A investigação começou a analisar possíveis problemas na aeronave, e foi observado que “os motores e hélices apresentavam indícios de que estariam operando normalmente no momento em que ocorreu o impacto”, segundo trecho do relatório. Testemunhas também relataram que a princípio a decolagem não teve anormalidades, como barulhos ou fumaça.
Também foi apurada a condição psicológica do piloto Wagner Machado Júnior, e foi apurado que ele era um profissional cuidadoso e criterioso com as condições de voo. No dia do acidente, ele realizou todos os procedimentos de rotina que preparam a aeronave para o trajeto.
Excluindo esses fatores, a Comissão de Investigação passou a analisar a situação do peso e balanceamento da aeronave. Levando em consideração o peso do avião, possível posicionamento das bagagens, peso da tripulação e passageiros e até a disposição dos ocupantes nas fileiras, foi concluído que o avião pode ter decolado com cerca de 300 kg a mais que o indicado pelo fabricante.
A aeronave tinha sofrido danos substanciais em 2014 após um acidente em um aeródromo de Brasília. Na época, o relatório da Aeronáutica concluiu que o piloto se esqueceu de acionar o trem de pouso no momento da aterrisagem.
Avião pegou fogo logo após cair em Porto Nacional
Corpo de Bombeiros/Divulgação
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